GOSTINHO DE “QUERO MAIS”


Católicos que assistiram à estreia de “Anjos e Demônios” esperavam um pouco mais de heresia na película. Principalmente depois que a igreja romana tachou o filme de “anticatólico”.

O livro de Dan Brown dava pano de manga para muito mais. No entanto, o diretor Ron Howard resolveu não exagerar na mão. Não se sabe se isso foi bom ou ruim para a arte.

Para a bilheteria, foi ruim. Pelo menos é o que mostram as arrecadações dos três primeiros dias de exibição. Nos Estados Unidos e Canadá, o filme vendeu US$ 48 milhões. Não conseguiu bater o desempenho de “O Código Da Vinci”, que bateu a marca dos US$ 77 milhões.

Mas ainda é cedo para concluir muita coisas. A liberdade do diretor perante o livro produziu um thriller de muita emoção. As opções foram bem difíceis. Mas o resultado foi bom.

É claro que, para quem leu a versão de papel, ficou aquele gostinho de “Quero mais”. Mas é sempre assim. Raramente o filme consegue ir além do livro.

Fica então o convite para os leitores que gostaram da produção do cinema: leiam o livro e vão descobrir mais segredos sobre Galileu Galilei, antimatéria, illuminati e história secreta do Vaticano.

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